Dicas

Condropatia Patelar

12 de abril de 2017 por Prime Fisioterapia

Entre as principais causas de dor anterior nos joelhos de mulheres atletas (profissionais e amadores) podemos destacar a condropatia patelar, também conhecida como condromalácea patelar, que pode acometer um ou ambos os joelhos.

Condropatia patelar é definida como; processo degenerativo da cartilagem que reveste a patela (rótula) e os côndilos femorais. Caracteriza-se por fissuras e erosões desta cartilagem. É uma lesão comum no mundo da corrida e atinge mais as mulheres que os homens, para cada 5 mulheres com condorpatia patelar temos um homem com a mesma lesão.

Na maioria dos casos a condropatia é de natureza idiopática, ou seja, não tem causa definida (desconhecida). Porém, diversas pesquisas científicas apontam os principais fatores de risco, entre eles:

• Patela alta. Relacionada com encurtamento do músculo quadríceps (anterior da coxa),

• Instabilidade dos músculos do quadril, principalmente fraqueza dos músculos do glúteo

• Encurtamento dos músculos ísquios-tibiais (posteriores da coxa),
• Fraqueza muscular do quadríceps, principalmente o músculo vasto medial oblíquo,
• Alterações da biomecânica dos membros inferiores (aumento do ângulo Q, joelho valgo, pé pronado, comprometimento do alinhamento patelar),
• Atividades esportivas: gestos repetitivos de flexão de joelho, sobrecarga e impacto sobre os joelhos, treinos exaustivos que podem chegar a grandes fadigas fisiológicas.

A principal queixa das corredoras está relacionada à dor na região anterior do joelho, seguido de outros sinais clínicos como: crepitação e instabilidade articular (estalos na articulação do joelho), hipotrofia do quadríceps (perda da massa muscular) e derrame articular (edema).

O diagnóstico tem como base o histórico do paciente, sinais clínicos e exames de imagem, entre eles; o mais comum é o Raio X, que pode apresentar alguns sinais radiográficos clássicos como; diminuição do espaço articular, osteófitos e esclerose subcondral. Na ressonância nuclear magnética é possível avaliar o grau da lesão, que pode ser classificada em 5 graus de severidade, sendo:

Grau O: Cartilagem normal, Grau I: Descoloração da cartilagem, Grau II: Fissura de até 50% da cartilagem, Grau III: Fissura superior a 50% da cartilagem, Grau IV: Erosão e perda total da cartilagem com visão do osso subcondral.

O tratamento de Fisioterapia visa diminuir o quadro de dor do paciente, promover manutenção dos movimentos articulares do joelho, restaurar a força do aparelho extensor do joelho (músculo quadríceps), e prover correções posturais que possam influenciar nas alterações dos membros inferiores.

Além do tratamento, a Fisioterapia Esportiva é grande aliada atuando na prevenção, evitando que o quadro de severidade aumente. Através de avaliações biomecânicas e correções posturais é possível diminuir de forma significativa gestos que possam aumentar os fatores de risco e impedir o agravamento da lesão, principalmente entre atletas amadores, cujo número vem aumentando a cada dia.

Evaldo D. Bosio Filho:
Pós graduado em  Fisioterapia Músculo Esquelética. Especialista em Fisioterapia Esportiva pela Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva.  Fisioterapeuta de atletas amadores e profissionais de corrida. Consultor e colunista de Fisioterapia Esportiva de diversos meios de comunicação. Membro da Associação Brasileira de Reabilitação da Coluna,  Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva, Sociedade Brasileira de Reeducação Postural Global – RPG. Diretor Clínico da Prime Fisioterapia Esportiva. Site: www.primefisioterapia.com.br

Editado em 12 Abr 2017